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domingo, 11 de julho de 2010


Por Reginaldo Mercês


Busquei um sonho personificado em você...
Procurei um beleza criada por olhos que andavam enganados...
Encontrei uma realidade que ensina por métodos duros , entretanto os mais corretos.


Hoje somente procuro um sonho criado por nós... uma realidade construida por duas almas que já sabe o que os aguarda no futuro.





quarta-feira, 7 de julho de 2010

Minha Anja


A minha Anja estava sentada numa rocha


Bem na minha frente


Sorrindo para mim




Ela me dizia que era o melhor lugar para estar


Que nenhum lugar no céu era mais bonito


Que éramos o casal perfeito


E ela falava sorrindo para mim




Então ela alçou voo

Ela queria me mostrar o quanto era bonita

Quão bem voava

Que ela poderia ir a qualquer lugar


E ela continuou voando em torno de mim

Gritando lá de cima

Que nosso destino era só nosso

Que poderíamos desenha-lo

Igual desenhamos em uma folha de papel


Ela parecia uma bailarina dançando no céu

Rodopiava

Mergulhava


O vento mexia seus cabelos longos

Todos e tudo no céu paravam para observá-la

As nuvens eram o seu cenário


Depois ela mergulhou e me agarrou

Me levou as alturas

E me disse:"Lhe mostrarei o que é ser livre!"


Nós cortávamos as nuvens

Toquei o topo da montanha mais alta

Víamos as pessoas como se fossem formigas

Vimos o pôr do sol


Então ela mergulhou

Me levou de volta ao chão

E disse que amanha poderíamos fazer tudo de novo


Daí ela me beijou

E disse:"Até amanhã meu Anjo"

Eu disse:"Até amanhã minha Anja"

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Apartado



Amor é veneno


Que pelo sabor acham que compensa experimentar




Não que tenha sabor doce


Muito pelo contrario


Dizem que é amargo




Mas não precisa ser saboroso


Para ser tentador




É de um gosto diferente


Causa dependência para quem já provou


E curiosidade para os pequeninos




Os efeitos que ele causa


São como ferida


Aquela que alguns sentem prazer de mexer




Os mais amantes até se machucam de propósito


Para ter uma ferida em que mexer




Já eu não sou dependente


Nem pequenino ou masoquista




Eu sou de classe diferente


Totalmente exclusiva




Eu sou o que não quer se machucar


Que não é curioso


Que odeia vícios


E que só sente prazer nas coisas saborosas e doces